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	<title>O Lado C</title>
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		<title>O Lado C</title>
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		<title>Resgatando um post de um Natal passado</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 12:24:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitologia pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque há uma certa semelhança de sentimentos com 2006. - Então você tem vinte e um anos, são sete e vinte e oito da manhã e você está acordado em uma manhã de Natal. São estranhas as coisas que lhe ocorrem em uma manhã de Natal. Àquela devastadora maioria que não conhece estas poucas horas, &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/12/09/resgatando-um-post-de-um-natal-passado/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=353&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque há uma certa semelhança de sentimentos com 2006.</p>
<p>-</p>
<p>Então você tem vinte e um anos, são sete e vinte e oito da manhã e você está acordado em uma manhã de Natal.</p>
<p>São estranhas as coisas que lhe ocorrem em uma manhã de Natal. Àquela devastadora maioria que não conhece estas poucas horas, conto: é um outro mundo, dotado de um vazio avassalador, pontuado por cenas bizarras. A manhã de Natal é feita para poucos tendo em vista o profundo efeito perturbador que sua lassidão e calmaria trazem.</p>
<p>Não acho que todo mundo dê conta de um manhã, assim cedo, de Natal. O coração estava partido desde então, e eu jogado no sofá, sete e vinte e nove; &#8220;eu deveria fazer uma panqueca&#8221;, eu pensei, mas isso certamente me atrasaria para qualquer compromisso que eu não tinha. &#8220;A maior parte das pessoas vai morrer sem conhecer o que é uma hora dessas&#8221;. Toda a rua assumia um tique-taque mecânico e inexistente, e é o tipo de sensação que significa muito &#8211; especialmente um ano depois, quando já se chegou aos vinte e dois e já se é aquela coisa toda.</p>
<p>&#8220;A maior parte das pessoas&#8221;. E, de fato, é isso mesmo &#8211; a maior parte das pessoas não conhecerá as manhãs brancas de Natal, e a maior parte das pessoas não reconhecerá o efeito igualitário dos dias nublados. Isso não é bom ou ruim &#8211; é apenas, como a manhã branca, como a manhã ociosa, um reflexo em um espelho.</p>
<p>Ainda não foi encontrada qualquer outra pessoa com a qual eu pudesse falar sobre as manhãs de Natal &#8211; sobre as coisas estranhas que acontecem, e sobre os pássaros que cantam coisas diferentes, e sobre o que se vê e que nunca se pode comentar. Se tal criatura existe, é claro que firmamos um pacto antigo sobre o qual ainda não pudemos discorrer.</p>
<p>Conforme outro Natal se aproxima, afasta-se a sensação de qualquer coisa que tenha acontecido em 2006 &#8211; cria-se a expectativa não por presentes, mas pela manhã branca e secreta que divido com um companheiro imaginário, nossas discussões abafadas pelo som gritante de um silêncio tão bem delineado que mal é lembrado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/353/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=353&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Interaction South America 2011 (IxDSA11): um resumo e takeaways pessoais</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 12:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura de informação]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[interaction design]]></category>
		<category><![CDATA[IxDA]]></category>
		<category><![CDATA[IxDSA11]]></category>
		<category><![CDATA[user experience]]></category>

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		<description><![CDATA[Preciso começar admitindo que eu, desde quando comecei a trabalhar na área, sou sinceramente preocupado com o futuro da minha profissão no Brasil. Por isso mesmo, uma série de questionamentos aparecem – primeiro, a necessidade e cobrança pessoal de estudar e ir adiante e me manter informado e produtivo; depois, o questionamento do que está &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/12/05/interaction-south-america-2011-ixdsa11-um-resumo-e-takeaways-pessoais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=347&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preciso começar admitindo que eu, desde quando comecei a trabalhar na área, sou sinceramente preocupado com o futuro da minha profissão no Brasil. Por isso mesmo, uma série de questionamentos aparecem – primeiro, a necessidade e cobrança pessoal de estudar e ir adiante e me manter informado e produtivo; depois, o questionamento do que está sendo feito em prol da disciplina.</p>
<p>Tentando interagir virtualmente com pessoas da área, via listas e redes sociais, encontro algumas indicações mais do que válidas – e, ao mesmo tempo, muito esforço desperdiçado e alarde indevido. Sentia falta, em boa parte das discussões, de uma visão a longo prazo, de um direcionamento para o que fazíamos. Felizmente este evento me tranqüilizou no que diz respeito a imaginar um futuro para a comunidade.</p>
<p><strong>ÉRICO FILENO</strong></p>
<p>Trabalhando atualmente na Try, Érico discutiu que toda empresa que quer ser inovadora deve ter design – lato sensu – no seu cerne. Entendendo o design como o principal fator de humanização das tecnologias, e que o mesmo causa reações imediatas e a longo prazo – e que qualquer criação de um designer torna-se objeto quando assume uma função simbólica e uma forma social. O design, portanto, é um processo social, entre o pessoal e o coletivo. Assim sendo, fica como tarefa para os designers de interação estudarem as possibilidades aprendidas no passado, trabalhar com uma descentralização de decisões, aceitar que funcionamos com um processo de intuição lenta, adaptar-se e participar do meio social e das comunidades científicas.</p>
<p><strong>BRIAN RINK</strong></p>
<p>Brian Rink, da IDEO, começou sua apresentação sobre uma metáfora sobre tipos de designers. Segundo ele, o mundo dos designers se quebra em dois tipos: cavalos e elefantes.  Os cavalos são tudo que você sempre quis ser: lindos, adoráveis, individualistas, sabem aonde estão indo, elegantes porém temperamentais. Já os elefantes são pesados, grandes, devagares, mas são os que amam trabalhar com os outros. São empáticos, leais, focados no rebanho, multi-skilled – mas deliberados e analíticos demais. Novamente, discutiu-se iteração e a necessidade de trabalhar em conjunto. Fora isso, apontou níveis de design possíveis, do mais simples ao mais complexo: design objetal e engenharia, fatores humanos e design de interação, design de espaço e fatores de negócios, design de marca e de organização.</p>
<p><strong>DENISE ELER</strong></p>
<p>Denise Eler conduziu uma palestra um pouco confusa, mas com alguns pontos relevantes. O primeiro foi a crítica ao design desvinculado de negócios, focando em aspectos visuais e tecnológicos e esquecendo o cliente contratante – e apontando isso como a principal barreira da entrega de serviços de design.  Em seguida, tocou no assunto do Service Design – outra bola da vez, assim como Design Thinking – e  delimitando que uma das barreiras para isso é que a ruptura, haja visto que empresas se sentem confortáveis com design incremental, ou melhorias, dada a aparente maior segurança. Falou, por fim, dos tipos de carreira, e como o profissional de Design deve ser pelo menos um tipo T – com uma área de especialização muito forte, mas contato e noções de todas as outras. Por fim, encerrou com a declaração, que engloba todos os pontos citados – o que o mercado mais necessita agora não são profissionais com conhecimento instrumental avançado, mas sim especialistas em comportamento humano.</p>
<p><strong>MARTIN VERZILLI</strong></p>
<p>Verzilli, do InSTEDD, compareceu para falar de Design em circunstâncias extremas. Ele é de uma equipe especializada em criar soluções enquanto estão no campo de desastres ou catástrofes. Por isso mesmo, ele iniciou discutindo a validade de técnicas como pesquisas, entrevistas, card sorting e personas – porque elas são inviáveis em tais discussões. E propôs, como método paralelo, algumas dicas: esteja presente, esteja disposto a se manter por si só, agir rapidamente, conseguir feedback aos poucos, sentir-se confortável e  capaz com os recursos disponíveis, pensar num roadmap de implementação e melhoria contínua e treinar. Verzilli falou que limitações extremas trazem boas idéias e que as mesmas situações delicadas são catalisadoras da sinergia do time. De uma forma particular, ele tocou em muitos pontos em comum com o que tanto se tem falado de Lean UX.</p>
<p><strong>H.D. MABUSE</strong></p>
<p>Mabuse, que trabalha no C.E.S.A.R., estava com a proposta do design de interação como possibilitador de transformação social. Em seu discurso, ele apontou os passos comuns de um processo iterativo: pesquisa, ideação, prototipação e avaliação. Essa metodologia foi empregada em três casos para atuar em educação de diferentes níveis: o programa com Samsung pra desenvolvimento de apps, o Lab e as Oficinas de Robô Livre e a Olimpíada de Jogos.  Em todos, o aprendizado foi baseado em diálogo e diversão – por meio da experiência, vínculo e estímulo, plantando uma semente de uma idéia de academia aberta.</p>
<p><strong>CAIO VASSÃO</strong></p>
<p>Provavelmente a palestra do Caio foi uma das minhas favoritas. Ele abriu seu discurso dizendo que, mesmo arquiteto de formação, ele acredita que o caminho para construir o ambiente urbano de agora em diante não é pela construção de novos edifícios, mas sim por de novas interações. Por isso mesmo, trabalha com o que ele chama de metadesign – cujas preocupações se direcionam para o processo, o serviço e o devir, essencialmente dinâmicos, em contraponto ao design convencional, focado no objeto, no produto e  no ser. Uma vez munido desse ponto de vista, Caio define que as cidades devem ser entendidas como processos e possibilitadores, e que o design possibilita que olhemos para infraestrutura, interação – social ou homem-máquina – e de comunicação e percepção.</p>
<p><strong>MARIANA SALGADO</strong></p>
<p>Salgado, que trabalha no Media Lab em Helsinki, veio falar de Living Labs – uma maneira de motivar o codesign com comunidades. Utilizando os mesmos métodos conhecidos de UCD – cenários, personas, workshops, colagens, jogos, dramatização – ela tem desenvolvido projetos com comunidades para criação de novos ambientes e novas interfaces. Embora os métodos sejam iguais, Salgado defende que a abertura para discussão não com grupos isolados, mas dentro do próprio ambiente, alcança resultados muito mais interessantes que testes isolados. Ainda assim, na sua exposição, ficou um pouco confusa a diferença.</p>
<p><strong>CHLOE GOTTLIEB</strong></p>
<p>Chloe Gottlieb, ex-Razorfish e atualmente R/GA, subiu ao palco para falar de Data-Driven Design. Cada vez mais inserimos dados na internet, e em pouco tempo cerca de 20% dos dados enviados à Nuvem serão provenientes de objetos. O Data-Driven Design inicia a discussão de como podemos usar esses dados para criar coisas novas. Chloe introduziu os self-trackers, pessoas que dividem muitas informações e automatizam esses disparos para a internet – com isso, conseguem muitos dados para medir o que tem feito. Designers podem, então, usar isso como matéria-prima para induzir a mudanças de comportamento. A idéia de progresso e impacto das ações de uma pessoa pode ser um excelente gatilho na criação de experiências sustentáveis. Para apoiar esse ponto de vista, ela citou o tão famoso Nike+ e o NokiaVine.</p>
<p><strong>JON KOLKO</strong></p>
<p>Kolko deu uma das palestras mais curtas do IxDSA11. Ainda assim, foi uma das mais impactantes. Por anos, design tratava de dar forma as coisas, no sentido de fazê-las serem produzidas em massa. Agora, ele muda de função, focando em “experiência”, estando no centro da cultura e da sociedade. Coisas mudaram no mundo – como a sensação das coisas estarem fora de controle por um lado, mas com tecnologia acessível e onipresente de outro. Isso abre possibilidades para pensarmos em qual problema vale nossa dedicação? O design pode se focar, agora, em impacto – usar a tecnologia de forma correta para resolver problemas humanitários ou sociais. Kolko provocou afirmando que focamos a maior parte dos nossos esforços na criação de coisas – porque, claro, é divertido – enquanto nosso maior foco deveria ser em aspectos etnográficos e de pesquisa e conhecimento. Ainda assim, afirma que nenhuma quantidade de dados traz o insight – é preciso ser um entendedor dos seres humanos para ter a resposta.</p>
<p><strong>ROBSON SANTOS</strong></p>
<p>No primeiro e no segundo dia do evento, muito se falou em etnografia. Foi exposto, então, que o que se dizia como etnografia não era – era baseado em etnografia, mas, no fim do dia, tratava-se de um estudo contextual de usabilidade: aprender com o usuário, sem nenhum controle de variáveis, indo até onde ele está, usando técnicas de observação e inquirição indiretas.  Uma maneira de análise curiosa proposta era partir da premissa de observação de três fatores: How (as features gerais), Wow (encantamento, como se reage ao contato com o artefato) e Show (apreciação social). Por fim, retomou a discussão levantada por Eric Reiss no EBAI 2011 de que a inovação tem três vias, em nível de complexidade, a Tecnológica, a Social e a Política.</p>
<p><strong>WALTER CYBIS</strong></p>
<p>Quando eu li que o assunto seria Web Analítica, pensei que fosse alguma variável ou novidade – talvez algo meio Data-Driven, como da Chloe – mas logo notei que era apenas a tradução literal de Web Analytics. No fim, foi uma fala simples sobre a importância de Métricas – algo que já estamos cansados de saber. De qualquer forma, Walter apresentou seu projeto de Analytics, que inclui uma feature interessante sobre mensuração de acesso de pessoas com necessidades especiais. O ponto alto e redentor dessa fala foi quando Walter explicou que  a experiência do usuário é um conjunto de percepções sobre a interação com o produto dentro do contexto. A experiência do usuária é influenciada por associações externas (similar ao conceito de priming apresentado em Designing for Emotion do Aaron Walter).  Dividiu a experiência em três momentos -</p>
<p>experiência esperada, anterior ao uso; experiência na interação, focada desempenho, prazer, frustração em cima do artefato criado; e experiência além da interação, o residual experimentado após interação.</p>
<p><strong>MIKE KRUZENISKI</strong></p>
<p>Subiu ao palco o Diretor de Criação do Windows Phone. Sua fala se estruturou em três pontos – a discussão sobre design, sobre aplicativos e sobre ecossistema. Na primeira parte, ele resumiu a história da interface gráfica e como eles acreditaram ser necessário um reboot para o design do Windows Phone. O guia criado – chamado Metro – é focado na valorização do conteúdo, legibilidade e busca reduzir as metáforas que há muito predominam no design de interfaces. Também foi importante para eles a criação de um arcabouço e de um grid sólidos para o desenvolvimento dessa nova linguagem. Quanto a aplicativos, Kruzeniski apontou que apenas 1% dos aplicativos baixados continuam sendo usados a longo prazo – mas que o volume total de downloads era considerável e a disponibilidade dos mesmos era fator decisor de compra. Assim, a equipe se focou em uma melhor integração entre os apps e o sistema geral – entendendo, por exemplo, que embaixo de Amigos, você poderia ter sua agenda, últimos tweets trocados, posts em Wall em Facebook, etc. Por fim, ao falar de ecossistema, abordou levemente o fato de Metro ser aplicado tanto para Windows Phone quanto Windows 8, mas falou mais da importância de dividir o design com uma comunidade.</p>
<p><strong>GUSTAVO MOURA</strong></p>
<p>Eu gosto bastante dos 10 Princípios de UX do Google. Entretanto, acho que usar isso na palestra do evento ficou abaixo do nível esperado de discussão. Não pelos princípios em si,  mas porque eles já haviam sido publicados e disseminados na rede. E também porque a força discursiva se dispersou uma vez que ele não apresentou um projeto e apontou todos os princípios como aplicados, mas sim features ou projetos para cada um dos princípios.</p>
<p><strong>BILL SCOTT</strong></p>
<p>Bill Scott acabou de deixar Netflix e ir para PayPal, mas veio ao IxDSA11 para falar do trabalho realizado na mudança de negócios da Netflix – de venda de DVDs para um serviço contratado de streaming para múltiplas plataformas. No começo, a pluralidade da produção do design das múltiplas plataformas causava uma dispersão, mas a Netflix centralizou o processo e decidiu aplicar três grandes princípios guia que deveriam ser válidos para todas suas interfaces: criar a ilusão de fisicalidade, manter o fluxo e ser responsivo. Houve um diálogo entre a apresentação de Scott e de Kruzeniski, haja visto que o segundo condenou o uso de metáforas e o primeiro as defendeu, contanto que a metáfora fosse crucial e adequada a um modelo mental com a finalidade de melhor a interação e não uma representação exagerada que não contribuísse com nada para a experiência de uso. Um ponto interessante da palestra foi um slide em que ele comparou os métodos de input, postura, momento, tamanho das várias plataformas – desktop, mobile, tablet e televisão.</p>
<p><strong>AFINAL DE CONTAS, POR QUE INTERACTION DESIGN E NÃO USER EXPERIENCE OU ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO?</strong></p>
<p>Ainda é com algum desconforto que eu me apresento ou me explico como arquiteto de informação. Acho que a proposta original do Wurman, lá em Ansiedade de Informação, é muito rica e adequada. Estranhamente, ao longo do caminho, ela parece ter se perdido, sobretudo na web – as discussões sobre arquitetura de informação embarcam por um viés de uma tirania formal e boa parte esquecem da parte da informação, do conteúdo, da mensagem. Acaba tratando-se mais da usabilidade do que arquitetura da informação – e isso é ótimo, mas limitado.</p>
<p>O termo User Experience é  melhor. Afinal, o usuário acessa um site, um aplicativo ou afins e uma série de fatores colaboram para uma boa experiência : a organização da informação, o layout, a governança de conteúdo, a usabilidade e a performance. Ainda assim, ele não exatamente captura o que é feito por nós da área.</p>
<p>O que nós criamos são artefatos ou suportes para que pessoas tenham contato com algo. A experiência é decorrente disso. Desenhamos o esquema dessa interação, suas possibilidades, suas limitações – pensando em todas as múltiplas variáveis que resultam numa reminiscência positiva do uso dessa interação. Por isso mesmo, design de interação.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/347/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/347/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/347/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=347&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Desencanto Americano</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 19:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>
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		<description><![CDATA[Se tem uma lição bem aprendida dos últimos anos, é o quão difícil é escrever. Teve tempos em que eu alimentava um blog com primazia e velocidade. Um, dois posts por dia. Também sentava à frente do computador e vomitava alguma coisa &#8211; não poesia, coisa que eu acho meio adolescente e da qual realmente &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/11/27/desencanto-americano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=344&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem uma lição bem aprendida dos últimos anos, é o quão difícil é escrever.</p>
<p>Teve tempos em que eu alimentava um blog com primazia e velocidade. Um, dois posts por dia. Também sentava à frente do computador e vomitava alguma coisa &#8211; não poesia, coisa que eu acho meio adolescente e da qual realmente não gosto. Mas inspirado por anos de consumo de RPG, quadrinhos, anime e videogames, eu tinha minha própria hoste de personagens e situações delineadas. Quando eu não tinha muita vida social para me ocupar, eram eles que me faziam companhia e demandavam meu tempo.</p>
<p>Mas com a dissertação de mestrado &#8211; e algumas tentativas de escrever em formato de roteiro &#8211; eu comecei a entender o quanto era cansativo escrever. E os motivos se colocam uns em cima dos outros, como em cascata.</p>
<p>Primeiro, não basta falar, &#8220;vou escrever&#8221;, sentar e produzir. Boa parte do tempo que eu passei escrevendo, eu passei pensando naquilo que eu iria escrever &#8211; lembrando do realizado e pensando onde queria chegar. O que nos leva a um segundo ponto &#8211; você precisa ter alguma espécie de ângulo ou direção. Mesmo em um texto acadêmico e científico, se você não tem um norte crítico, não existe escrita real, apenas descrição. Claro que editores de texto e métodos diversos de brainstorming facilitaram um pouco a concepção da seqüência, mas isso não torna a dificuldade inexistente.</p>
<p>Não contente, talvez mais do que conhecer uma audiência, seja imperativo conhecer seu meio. Tenho idéias que ficam tão amplificadas pelo visual ou pelo interativo que não sei se elas jamais seriam as mesmas se escritas. Algumas possibilidades são melhor exploradas de acordo com seu meio de execução &#8211; não é algo tão simples quanto &#8220;o livro é bem melhor que o filme, sempre&#8221;. E não que eu ache que um meio não ensine nada a outro &#8211; afinal de contas, todo capítulo e cliffhanger de <em>Astonishing X-Men</em> do Whedon tinha uma qualidade televisiva que tornava a série de HQs quase obrigatória.</p>
<p>Ainda assim, acho que nenhuma dessas características torna escrever tão difícil quanto o fato disso demandar disciplina. Aliás, como a maior parte dos atos criativos da vida, você não simplesmente esbarra no produto final. Demora horas, dias, meses simplesmente para se ter uma peça digna de nota. Isso se descontarmos o tempo de treino para execução.  No fim, a disciplina é uma das piores inimigas que eu tenho por ser desligado e por perder a concentração facilmente.</p>
<p><em>Writing is tough.</em> Se fosse fácil, bom, talvez eu vivesse de forma diferente. Ainda assim, existe em mim uma centelha de esperança em fazer algo meu nesse sentido &#8211; talvez com parcerias. De qualquer forma, não seria nada para hoje. E por isso mesmo, me poupo de uma obrigação auto-imposta de produzir diariamente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/344/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/344/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/344/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=344&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Caveirismo: não</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 12:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
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		<category><![CDATA[guns 'n 'roses]]></category>
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		<category><![CDATA[megaman]]></category>
		<category><![CDATA[romance de duas caveiras]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
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		<description><![CDATA[Parece que caveiras estão em voga. Não entendo muito bem do assunto. Seja por anéis, camisetas, pela cara da Fever Ray pintada e atuando por aí (melhor que a cara derretida, claro) ou pelo Zombie Boy tentando emplacar qualquer coisa num clipe da Lady GaGa ou numa campanha chata e tão alardeada quanto o clipe &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/11/20/caveirismo-nao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=334&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que caveiras estão em voga. Não entendo muito bem do assunto. Seja por anéis, camisetas, pela cara da Fever Ray pintada e atuando por aí (melhor que a cara derretida, claro) ou pelo Zombie Boy tentando emplacar qualquer coisa num clipe da Lady GaGa ou numa campanha chata e tão alardeada quanto o clipe já citado (e igualmente desmerecida), eu só vejo essa onda de &#8220;Caveirismo&#8221;.</p>
<p>Como sempre, tem uma série de razões pelas quais eu não vejo graça em caveiras. Vou fazer uma pequena galeria da vergonha aqui. Boa sorte a todos envolvidos.</p>
<a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/11/20/caveirismo-nao/#gallery-1-slideshow">Clique para exibir o slide.</a>
<p>&nbsp;</p>
<p>- <strong>Esqueleto:</strong> Acho que os anos 80 tiveram animações norte-americanas memoráveis, mas todas com seu grau de cafonice. De alguma forma, eu acho que Esqueleto consegue ser o pior de todos os vilões. Perde pros vilões de Cavalo de Fogo, de Thundercats, Silverhawks, Dinosaucers. Não consigo ter muito respeito por uma caveira amarela num corpo azul bombado, ainda mais com aquela voz &#8211; e risada &#8211; da versão brasileira.</p>
<p>- <strong>Guns &#8216;n&#8217; Roses:</strong> Deu, né? Tá bom que marcou época. Mas do cabelo do Axl ao chapéu do Slash, passando por aquele assobio irritante demais de Patience, Guns é uma coisa completamente inexplicável. A demora por Chinese Democracy idem. Fim.</p>
<p>- <strong>Skull Man:</strong> Não é um mistério para ninguém que eu sou fã de Megaman, mas talvez seja como eu sempre achei o Skull Man meio fora de tom. Dos quatro primeiros Megaman, ele certamente e o Robot Master que mais destoa. Eu até consigo ver a função do Toad Man nos esgotos, e ignoro o Pharaoh Man porque curto o design dele. Mas ver que essa caveira aí é uma máscara, e que ele foi a primeira arma de Robot Master reutilizada (rip-off completo do Wood Man) sempre me deu nos nervos. Sem falar que uma caveira nunca pareceu combinar com o clima mais ameno do Blue Bomber.</p>
<p>- <strong>Meus dias de RPG:</strong> Eu devo muita coisa a RPG, inclusive um pouco da estruturação de pensamento que uso na minha profissão e meu nível de inglês. Mas a tendência constante dos RPGistas da minha geração e segmento &#8211; muito World of Darkness &#8211; &#8220;adorarem&#8221;as trevas, a morte, o sombrio sempre deu no meu saco. Tanto que eu cansei de entrar nesse meio justamente por isso.</p>
<p>Talvez a única coisa que me anime no Caveirismo seja o Romance de Duas Caveiras. Mas termina mal. De modo romanesco.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='510' height='317' src='http://www.youtube.com/embed/mpqZE1laTVk?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/334/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=334&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Encore</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 23:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mitologia pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[florence + the machine]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é tanto a surpresa mas sim a violência disso que torna o momento tão relevante. Não ser guiado pelas mãos dadas mas arrastado pelos pés caminho adentro torna tudo um tanto quanto diferente. Nem mesmo em um sonho &#8211; ou medo &#8211; de abdução dos mais paranóicos eu poderia conceber essa divergência. Uns anos &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/11/19/encore/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=331&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é tanto a surpresa mas sim a violência disso que torna o momento tão relevante. Não ser guiado pelas mãos dadas mas arrastado pelos pés caminho adentro torna tudo um tanto quanto diferente. Nem mesmo em um sonho &#8211; ou medo &#8211; de abdução dos mais paranóicos eu poderia conceber essa divergência.</p>
<p>Uns anos atrás eu estava sentado naquela mesma cadeira. E estávamos falando sobre a imprevisibilidade da vida. E sobre como nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos. Se eu estivesse mudando as coisas simplesmente para fugir &#8211; e não para construir algo &#8211; então certamente elas deveriam falhar. Mesmo que pudessem acontecer, talvez não merecessem acontecer. E isso faz uma enorme diferença. Não que seja destino &#8211; mas talvez eu acredite numa meritocracia cármica, em que se é premiado por retidão ou excelência.</p>
<p>O que, então? Tive um momento uma vez em que eu conversei sobre a diferença entre ter um emprego e uma carreira. Embora ambos tragam dinheiro &#8211; sustento &#8211; é fácil ter emprego. Carreira, nem tanto &#8211; exige uma visão muito mais complexa e completa, com metas, tarefas e pré-requisitos. Mais do que isso, o emprego é o momento. A carreira, por sua vez, é o que foi passado e o que será. Há, na idéia de carreira, um futuro imaginado &#8211; e objetificado &#8211; que faz com que você queira mais.</p>
<p>Isso pode parecer uma digressão leviana. Mas não é. Está aí a Florence cantando &#8220;you can&#8217;t choose what stays and what fades away&#8221;. De fato, existe uma série de acontecimentos que escapam à nossa vontade &#8211; e boa parte de nossa vida está à deriva em pura entropia. Mas, ora, se tudo caminha para um desfecho, se tudo ruma ao descer das cortinas, a única opção que temos é tentar construir alguma coisa. Pode ser uma batalha constante e infrutífera, mas ninguém poderia ser culpado por simplesmente querer mudar, acrescentar ou melhorar o mundo. &#8220;You will inherit the Earth&#8221;. Cresci lendo isso e, acho, gostaria apenas de saber que o que eu vou viver foi algo que me esforcei para ser melhor.</p>
<p>Então, se nos últimos anos, a tentativa dominante foi a de construir algo, por que a surpresa quando algo muda? Quando você olha as ruas da cidade e se sente na letra de You Are a Tourist do Death Cab for Cutie, a melancolia predomina. Não achei que numa perspectiva de vitória houvesse um sentimento melancólico, mas há. Isso, claro, partindo do pressuposto de que se trata de uma vitória.</p>
<p>Mas as coisas correm riscos de mudar. E conforme você vai mudando, o custo de troca é cada vez maior. Isso é fato. Talvez seja um eco de Full Metal Alchemist  e o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Troca_Equivalente" target="_blank">Princípio da Troca Equivalente</a>. Talvez seja eu tentando burlar minha própria crença em uma meritocracia cármica, e achando que tudo que é feito é um agradecimento a algo já passado. Então eu estaria apenas pagando pela vida, nada mais.</p>
<p>De qualquer forma, isso é apenas mais um bis: as coisas já aconteceram e eu sou chamado de volta ao palco.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/331/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/331/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/331/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/331/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/331/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/331/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/331/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/331/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/331/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/331/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/331/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/331/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/331/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/331/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=331&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>These levels of weird</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 17:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qualquer site é capaz de enumerar as frases mais comuns antes da morte em filmes. Na verdade, isso rola na internet por e-mails, antes da disseminação das ferramentas de blog, antes da consolidação de mídias sociais e raramente alguém consegue ler sem lembrar de uma cena, um clichê e desenhar uma risada. Tempos depois, aprendi &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/11/06/these-levels-of-weird/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=328&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer site é capaz de <a href="http://www.portaldohumor.com.br/cont/piadas/729/Frases-antes-da-morte.html" target="_blank">enumerar as frases mais comuns antes da morte</a> em filmes. Na verdade, isso rola na internet por e-mails, antes da disseminação das ferramentas de blog, antes da consolidação de mídias sociais e raramente alguém consegue ler sem lembrar de uma cena, um clichê e desenhar uma risada. Tempos depois, aprendi o <em>jinx it</em> &#8211; <em>don&#8217;t say that, othwerwise you&#8217;ll jinx it</em>. Dizer algumas afirmações em voz alta traz má sorte e &#8211; simploriamente &#8211; muitas vezes o resultado inverso. É como elogiar o trânsito uma hora do dia, virar a esquina e demorar mais 1h para algo que deveria demorar 20 minutos. O sentimento é bem conhecido.</p>
<p>Chegada a época de outubro em qualquer ano, a sensação é meio que essa. Que você pode relaxar e dizer que, tudo bem, o ano acabou. Agora é só fechar corretamente a lojinha. Esse pensamento tem me ocorrido nos últimos seis anos e, invariavelmente, levou a uma série de momentos estranhos e desconfortáveis. O nível de desconforto, entretanto, não assinala que sejam de todo ruins &#8211; muito pelo contrário. No meu caso, é tão entediante estar confortável o tempo inteiro que eu fico até feliz em ser cutucado.</p>
<p>Este ano tem sido uma escalada. O último mês me apresentou novos níveis de estranho. E se a verve geral do ano impede que quem está fora entenda o que realmente acontece na vida, bom, pelo menos deste lado da cerca, não falta a sensação de que as coisas estão fora do lugar. E, de fato, no mundo nem devem estar &#8211; as coisas são, com ou sem meu aval. Mas em mim, ao menos, perdura a impressão de que as proporções estão desconjuntados, os tempos de resposta sem sincronia.</p>
<p>E talvez não. Talvez eu misture o <em>jinx</em> com o tabu &#8211; aqueles territrórios bem demarcados, aqueles comportamentos delineados cuja ruptura gera uma repreensão. Talvez eu esteja apenas criando uma grande distração por achar que eu tenha relaxado muito antes das coisas acontecerem e se encerrarem de fato. Duas semanas atrás eu disse pra mim mesmo, &#8220;o ano acabou&#8221;. Exatamente como Katchoo em <em>Estranhos no Paraíso</em>, &#8220;two weeks ago I had it made&#8221;. Se ao menos fosse tão declarado assim.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/328/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=328&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Changes</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 11:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo aconteceu rápido demais. Por um tempo, o mundo pareceu segurar o fôlego &#8211; como uma criança brincando de atravessar um túnel, como alguém tentando descobrir quanto tempo suporta embaixo d´água &#8211; e então com uma expiração deveras pesada, liberou o movimento. Uma vez iniciado, é irrefreável; aquilo que antes parecia imóvel mostra-se composto de &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/10/30/changes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=324&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo aconteceu rápido demais. Por um tempo, o mundo pareceu segurar o fôlego &#8211; como uma criança brincando de atravessar um túnel, como alguém tentando descobrir quanto tempo suporta embaixo d´água &#8211; e então com uma expiração deveras pesada, liberou o movimento. Uma vez iniciado, é irrefreável; aquilo que antes parecia imóvel mostra-se composto de uma série de pequenas engrenagens que se movem de maneira complementar. O que era invisível agora fica bem delineado.</p>
<p>O mais curioso é que um tanto disso nunca havia sido pensado. Agora, qual tivesse acendido uma luz ou virado uma chave, parece que nunca se pensou em outra coisa. A mudança se infiltrou nas minhas veias &#8211; e em mim, como um todo &#8211; de tal maneira que parece, agora, indissociável. Não é um pedaço de ciência alienígena que se alojou em uma parte do cérebro, é uma reescritura do mesmo.</p>
<p>Agora, há apenas um arrefecimento. Arrefecimento do sentimento, do sensível. Existe um tanto mais de silêncio interior por acreditar que as coisas mudaram, constantemente, em rumo a um estado de homeostase; há uma promessa de que, em tal estado, as coisas estarão mais equilibradas, mais sensatas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/324/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/324/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/324/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=324&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Wishful thinking</title>
		<link>http://oladoc.wordpress.com/2011/10/15/wishful-thinking/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 14:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos últimos grandes momentos do ano. E tudo mudou com isso. Se eu tentasse resumir em alguns aprendizados, seriam os seguintes: - Pode ser difícil, complicado. Não é uma ciência. Mas pode acontecer com todo mundo, mas tem que fazer por merecer. - Um mais um gera uma história. Uma família. Por mais idiota &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/10/15/wishful-thinking/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=320&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos últimos grandes momentos do ano. E tudo mudou com isso. Se eu tentasse resumir em alguns aprendizados, seriam os seguintes:</p>
<p>- Pode ser difícil, complicado. Não é uma ciência. Mas pode acontecer com todo mundo, mas tem que fazer por merecer.</p>
<p>- Um mais um gera uma história. Uma família. Por mais idiota que isso possa soar, nunca me foi claro.</p>
<p>- Família é mais do que o sangue, às vezes. Quem você escolhe é importante pra sua família &#8211; e todo entorno vem com seu relacionamento.</p>
<p>- A união é um momento em que as pessoas validam o amor e torcem muito por você.</p>
<p>- Mesmo quando seu caso é &#8220;diferente&#8221;, sempre tem um jeito. E as pessoas sempre se revelam e surpreendem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/320/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/320/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/320/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=320&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Is there a time</title>
		<link>http://oladoc.wordpress.com/2011/10/01/is-there-a-time/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 08:01:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dias em que você cabe em uma sala 2&#215;2 e, se te levarem para uma sala 10&#215;10, você continuará a eficientemente ocupar o espaço 2&#215;2. Há dias em que você continua cabendo numa sala 2&#215;2, mas se te puserem numa sala 3&#215;3, 5&#215;5 ou 10&#215;10, você desajeitadamente sempre ocupará todo espaço disponível, invadindo e &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/10/01/is-there-a-time/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=318&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dias em que você cabe em uma sala 2&#215;2 e, se te levarem para uma sala 10&#215;10, você continuará a eficientemente ocupar o espaço 2&#215;2.</p>
<p>Há dias em que você continua cabendo numa sala 2&#215;2, mas se te puserem numa sala 3&#215;3, 5&#215;5 ou 10&#215;10, você desajeitadamente sempre ocupará todo espaço disponível, invadindo e se perdendo. <em>All over the place</em>.</p>
<p>E é justamente nesse segundo tipo de dia em que te falam justamente das coisas em que você está tentando não pensar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/318/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=318&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vows</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 00:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bcanato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois mesmo que nada houvesse sido escrito a respeito e que nada houvesse sido dito a respeito, mesmo que não murmurassem pelos corredores e não deixassem bilhetes largados em mesas de forma displicente, com uma função informativa disfarçada de descaso, ainda assim todos saberiam. Mesmo que não se ilustrasse e fotografasse e criassem diagramas e &#8230; <a href="http://oladoc.wordpress.com/2011/09/27/vows/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=314&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois mesmo que nada houvesse sido escrito a respeito e que nada houvesse sido dito a respeito, mesmo que não murmurassem pelos corredores e não deixassem bilhetes largados em mesas de forma displicente, com uma função informativa disfarçada de descaso, ainda assim todos saberiam. Mesmo que não se ilustrasse e fotografasse e criassem diagramas e mapas, saberíamos todos seus caminhos.</p>
<p>Ninguém me contou sobre sua forma. Tampouco me falaram dos monumentos erguidos em sua homenagem ou que representem quem você é. Não me falaram nada sobre suas obras e seus desígnios. As definições dos dicionários e das enciclopédias me falharam &#8211; reduzidas, simplificadas e pouco mais do que geometrizadas. Não era algo que cabia em equações ou algoritmos simples. E ainda assim, eu soube reconhecer quando vi.</p>
<p>Talvez sejamos todos vendidos e contaminados por nossa educação ocidental, entorpecidos pela promessa de uma corrente tão poderosa. Se a sentimos, deve ser real. Se cantam por ela, ela deve ser real. Se matam e roubam por ela, se travam guerras por ela, se criam histórias e mitos por ela &#8211; ela realmente deve ser real. Tampouco importa meu ceticismo aqui, que cai de joelhos, entorpecido pela massacrante evidência de sua existência.</p>
<p>Mas sentir-me tão desamparado frente a tudo isso me parece cruel. Ver o mundo e seus meios, tentar abraçá-lo e, muito surpreso, descobrir que dele você está cortado pode ser frustrante. Entretanto, como já se encerrava a peça &#8211; &#8220;pois bem, continuemos&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oladoc.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oladoc.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oladoc.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oladoc.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oladoc.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oladoc.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oladoc.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oladoc.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oladoc.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oladoc.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oladoc.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oladoc.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oladoc.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oladoc.wordpress.com/314/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oladoc.wordpress.com&amp;blog=3685457&amp;post=314&amp;subd=oladoc&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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