Parece que caveiras estão em voga. Não entendo muito bem do assunto. Seja por anéis, camisetas, pela cara da Fever Ray pintada e atuando por aí (melhor que a cara derretida, claro) ou pelo Zombie Boy tentando emplacar qualquer coisa num clipe da Lady GaGa ou numa campanha chata e tão alardeada quanto o clipe já citado (e igualmente desmerecida), eu só vejo essa onda de “Caveirismo”.
Como sempre, tem uma série de razões pelas quais eu não vejo graça em caveiras. Vou fazer uma pequena galeria da vergonha aqui. Boa sorte a todos envolvidos.
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- Esqueleto: Acho que os anos 80 tiveram animações norte-americanas memoráveis, mas todas com seu grau de cafonice. De alguma forma, eu acho que Esqueleto consegue ser o pior de todos os vilões. Perde pros vilões de Cavalo de Fogo, de Thundercats, Silverhawks, Dinosaucers. Não consigo ter muito respeito por uma caveira amarela num corpo azul bombado, ainda mais com aquela voz – e risada – da versão brasileira.
- Guns ‘n’ Roses: Deu, né? Tá bom que marcou época. Mas do cabelo do Axl ao chapéu do Slash, passando por aquele assobio irritante demais de Patience, Guns é uma coisa completamente inexplicável. A demora por Chinese Democracy idem. Fim.
- Skull Man: Não é um mistério para ninguém que eu sou fã de Megaman, mas talvez seja como eu sempre achei o Skull Man meio fora de tom. Dos quatro primeiros Megaman, ele certamente e o Robot Master que mais destoa. Eu até consigo ver a função do Toad Man nos esgotos, e ignoro o Pharaoh Man porque curto o design dele. Mas ver que essa caveira aí é uma máscara, e que ele foi a primeira arma de Robot Master reutilizada (rip-off completo do Wood Man) sempre me deu nos nervos. Sem falar que uma caveira nunca pareceu combinar com o clima mais ameno do Blue Bomber.
- Meus dias de RPG: Eu devo muita coisa a RPG, inclusive um pouco da estruturação de pensamento que uso na minha profissão e meu nível de inglês. Mas a tendência constante dos RPGistas da minha geração e segmento – muito World of Darkness – “adorarem”as trevas, a morte, o sombrio sempre deu no meu saco. Tanto que eu cansei de entrar nesse meio justamente por isso.
Talvez a única coisa que me anime no Caveirismo seja o Romance de Duas Caveiras. Mas termina mal. De modo romanesco.
Isso me lembrou de uma camiseta que eu usei até rasgar, nos meus tempos de rebeldia: a Hello Kitty lendo um livro em cuja capa estava escrito “How to be bad” e, ao lado, várias estampas de caveirinhas. Nesse contexto, me diz se caveiras não são legais? Hua.