Posts de Julho, 2008

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Quanto mais se fala, menos se diz

Julho 22, 2008

Tenho tomado licença dos ambientes de conversa recentemente. Não sei se é praga ou inclinação ou cansaço, mas, sempre que possível, tenho me afastado de conversas – não que as evite, por completo. Gosto de conversar e sinto falta, sobretudo no dia a dia, de pessoas com quem dialogar e discutir.

Mas é verdade que, em um daqueles momentos, como que mudando o fluxo de sangue na cabeça, notei o quanto as pessoas falam, menos dizem. Vivemos em um mar de ruído, em que se pergunta de terceiros, comenta-se demais sobre os outros e, no fim, o motivo que sempre me pareceu real para o diálogo entre duas pessoas – o eu e o tu – se afogam completamente.

Então tomo o caminho daquele que analisa – me distancio, dois passos para trás, e vejo as pessoas conversando. E então o material sobre o que conversam! Não que eu me elenque entre aqueles que só fale das coisas mais relevantes para o desenvolvimento da humanidade, mas eu entendo bem o que há de necessário no silêncio. Ainda assim, eu fico olhando de soslaio quando as pessoas conversam.

- Escuta, e seu primo?
- ´Tá bem, casou agora.
- E sua tia, ficou como com isso?
- Ah, meu, sabe como ela é.
- Ah, ´tá. E aquele seu amigo, o que era do exército?

Nada. A conversa longa parece se esgotar numa troca de informações semi-relevantes, que não diz nada sobre o contato humano, e menos ainda sobre os gostos e reais interesses das pessoas.

E eu não tenho paciência para participar dessa dança superacelerada. Vai ver é muito Carl Honore.

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Genial ou estúpido?

Julho 14, 2008

As últimas semanas têm sido ocupadas em um misto de euforia e receio. Não por coisas de trabalho, mas pelo anúncio do lançamento de um jogo – Megaman 9.

Sou fã do robô azul da Capcom desde o começo da década de 90. Tenho memórias de comprar chicletes no shopping eldorado temáticos de Megaman 5 e caçar balas com adesivos e bonecos de uma só cor na Liberdade anos depois. Acompanhei a franquia se desdobrar e entrar no mundo dos portáteis com uma leitura pokémon do clássico e também o ingresso triste no mundo das aventuras 3D.

Para quem não conhece – Megaman começou na década de 80 como uma série de jogos de plataforma. Ao invés de você seguir linearmente por fases, você podia escolher qual fase você queria passar primeiro – ao final de cada uma, você enfrenta um robô e pega seu poder. O grande lance de Megaman sempre foi entender a fraqueza e resistência de cada um desses robôs. A série clássica conta com várias referências à música, tais como os irmãos Rock e Roll, o robô Blues, os mascotes Rush, Beat e Tango e os antagonistas Forte e Gospel.

Pois bem. Este ano vazou a notícia o lançamento de Megaman 9. Agora está mais do que confirmado – ele sairá este ano para Wii, XBox 360 e aparentemente Playstation 3 também. O que mais intriga não é a ressurreição depois de mais de uma década – o último jogo da franquia clássica foi Megaman & Bass, para Super Nintendo e GameBoy Advance – mas sim seu inusitado formato.

Primeiro – Megaman 9 não será vendido em prateleiras. Virá exclusivamente via download nos sistemas de rede da nova geração de console. Segundo – terá gráficos e sons de Nintendo. Exato – não Super Nintendo, nem Nintendo 64, mas sim do antigo 8-bits da empresa japonesa. Keiji Inafune, criador da série, diz que não consegue imaginar como retomar a série clássica sem esse ousado passo, e fãs de carteirinha, como eu, não podem deixar de concordar. Ainda assim, muita controvérsia tem sido gerada.

Para quem quiser conferir o primeiro trailer do produto final, segue o vídeo.

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Margerine

Julho 10, 2008

Spread yellow gunk on my pancake heart,
Country churned girl in my grocery cart.
I paid for her dreams, she taught me to cry,
Like watery knives, like rain from my eyes.
I can’t believe you’re not mine,
I can’t believe you’re not mine.
Margerine. Margerine. Margerine.
MARGERINE. MARGERINE.

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24 :)

Julho 4, 2008

See what happened to the girl
‘round the midnight
When she lost a crystal shoe
I don’t need no spell on me
Or bell to tell me
You better go, you better say goodbye

Doesn’t take that much for me
To feel alright now
And to knock, knock on your door
Maybe just a sip or two
Of a good espresso
And my nails painted two times or more

Too bad she gave it all away
When the magic’s gone astray, hey, hey
I never let it be
Whatever may come to me
When it turns to be twenty-four

Going up and down the stairs
As she used to
I’ve been searching for your face
In a pair of platform boots
I may stumble
Oh, what a pain, oh, what a shame on me

Too bad if I’m not fancy enough
But I’m so happy just for being so tough
I never hide away
Whatever may come my way
When it turns to be twenty four

Too bad she gave it all away
When the magic’s gone astray, hey, hey
I never let it be
Whatever may come to me
When it turns to be twenty-four

When it turns to be 24…
When it turns to be 24…
When it turns to be 24…