
Tecnologia que humaniza
Maio 14, 2008O Google conseguiu de novo. E dessa vez nem foi uma pegadinha como Google vai à Marte como no último primeiro de abril, mas o lançamento do OpenSocial. A empresa ataca dessa vez oferecendo aplicativos para utilizar em vários – e através desses vários – sites de redes sociais, de uma maneira aberta e acessível a todos. Com isso, barreiras são derrubadas.
Talvez muita gente nem faça idéia da importância de redes sociais. Sites de relacionamento temos aos montes não é de hoje – Almas Gêmeas, Match. Mas de 2004 para cá, sites como Orkut, Facebook, Tagged, MySpace, Twitter, YouTube, Sonico e afins, em que a coisa mudou de figura. E, como sempre fez o marketing, há uma apropriação deste meio para fins comerciais – de qualquer forma, chegamos à proporções assustadoras. Um funcionário do Google me informou que existem mais brasileiros cadastrados no Orkut do que morando no estado de Minas Gerais – e isso são mais pessoas do que em alguns países.
As redes sociais e outras características da sociedade de informação assim garantem o direito aos dez minutos de fama. Mais do que isso, são sintomáticas de uma necessidade de uma profundidade que escapa ao mundo cotidiano, ao melhor estilo do que foi avisado por Bauman. Podemos esquecer um pouco futuros distópicos de uma tecnologia que destrói o homem ao melhor estilo Alphaville ou Flash Gordon e abraçar a idéia de que a tecnologia veio para quebrar barreiras. Se hoje precisamos ter um computador de 2000 reais e uma conexão de banda larga para podemos entrar em redes sociais, já se pensa em como fazê-lo por meio de um celular.
A gente nem precisa ir tão longe. Tempos atrás, o Zune entrava no mercado. Um dos principais argumentos é que este seria capaz de enviar músicas à distância para outro dono de Zune, e que isso integraria as pessoas. A Apple foi rápida em sua réplica, alegando que o iPod ainda oferecia a chance de ouvir aquela música especial dividindo os fones com sua paquera – isso nos deixa pensando em flerte via Bluetooth…
Seria justo pensar que a tecnologia, argumentos de virtualidade não substituir o real à parte, vem para faezr o reencontro das pessoas em um mundo em que cada vez mais se é efêmero, substituível e casual. A tecnologia e as redes sociais agem como memória coletiva em um fluxo de informações incessante. E quando se desenvolve alguma funcionalidade que tenta ser transerval a diversas linguagens e locais – como o OpenSocial – é bom abrir os olhos.
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Isso tudo me lembra Serial Experiments Lain.
(:
A propósito, o blog está ótimo. Não pude deixar de notar.