Posts de Maio, 2008

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Antes do pôr-do-sol

Maio 25, 2008

Memory’s a wonderful thing if you don’t have to deal with the past.

I’m designed to feel slightly dissatisfied!

They enjoy the goal but not the process. But the reality of it is that the true work of improving things is in the little achievements of the day.

Maybe what I’m saying is, is the world might be evolving the way a person evolves. Right? Like, I mean, me for example. Am I getting worse? Am I improving? I don’t know. When I was younger, I was healthier, but I was, uh, whacked with insecurity, you know? Now I’m older and my problems are deeper, but I’m more equipped to handle them.

Life’s hard. It’s supposed to be. If we didn’t suffer, we’d never learn anything.

Oh, God, why weren’t you there, in Vienna?
I told you why.
Well, I know why, I just – I wish you would have been. Our lives might have been so much different.
You think so?
I actually do.
Maybe not. Maybe, we would have hated each other eventually.
Oh what, like we hate each other now?
You know, maybe we’re – we’re only good at brief encounters, walking around in European cities in warm climate.

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Resident Evil

Maio 24, 2008

Uma parte minha sempre gostou de filmes de terror. Mesmo que depois eu ficasse morrendo de medo, dormindo coberto até a cabeça ou com medo do escuro, valia a pena – valia a pena porque, acima de tudo, me fazia sentir algo. Melhor do que a corriqueira monotonia cotidiana.

Bem uma década atrás, meu irmão foi a uma locadora e alugou Resident Evil, para o Playstation. Então, OK, os personagens entram nessa grande mansão não tão antiga e certamente claustrofóbica e dão de cara com mortos-vivos (e que geek não tem um certo gosto por zumbis?). Os controles eram simplesmente detestáveis. Mas uma coisa era fato – se eu não conseguia jogar, ao menos podia assistir aos outros jogando e ler os arquivos. Que eram, sem sombra de dúvida, uma parte crucial nessa experiência.

Para ser sincero, acho que eu não havia entendido Resident Evil até pouco tempo atrás. O jogo é genial – ainda mais em seu remake para Gamecube. E ele o é justamente por muitas coisas que o tornam detestáveis.

Os ângulos da câmera, fixos e angulados, sempre dão problemas na hora de enfrentar zumbis, aranhas gigantes, corvos assassinos e homens-sapo-mutantes-com-garras (preferimos o termo hunters). Mas são uma parte essencial para Resident Evil – uma herança de cinema de terror, as câmeras fixas nos deixam ouvir sons distantes, nos assustam com sua própria formulação e, por fim, nos forçam a agir e nos movimentar para que possamos dar continuidade. A câmera nos impulsiona a uma coragem, uma temerosidade, que é similar ao que se devia ter se se estivesse preso naquela mansão maldita.

E depois tem a questão da trilha sonora. Resident Evil quase não tem músicas – bom, o primeiro ainda tinha uma música tema bem alegre que tocava no final… – mas trabalha bem a questão do silêncio tenso e um agito instrumental em momentos de tensão. Mas nada trabalha, floreado – não é Nobuo Uematsu, Koji Kondo, Michiru Yamane.

Resident Evil, diz-se, inaugurou o Survival Horror. E bota horror nisso, porque o primeiro é simplesmente arrepiante. Comenta-se que ele é superado por Silent Hill, mas prefiro não comentar, tendo só visto o filme – que só serve pra provar que heroínas de terror são o pesadelo de qualquer behaviorista. E que, ainda assim, consegue ser melhor que qualquer um dos três filmes de Resident Evil. Triste.

Aos que quiserem conferir como ficou o tal remake ou ver ao menos a cara do jogo, segue um trailer:

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Por que mudar

Maio 20, 2008

Algumas pessoas estranharam a mudança do blog, e eu mesmo nunca expliquei a mudança.

Queria experimentar uma nova ferramenta. E, com ela, surgiu a possibilidade de um novo começo, explorar novas coisas. Quero ser um pouco mais analítico e um pouco mais iniciador, ao invés de remeter à tradicional egotrip.

Ainda existe muito de mim nos textos – muita coisa pessoal. Afinal de contas, nenhuma análise, resenha, conto ou reflexão surge se não a partir de algo meu.

Em breve, divagações sobre Resident Evil, brinquedos e mais.

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O lado sombrio da rede

Maio 17, 2008

Uma busca pelo meu nome no Google resulta em mais de 10 páginas. Das primeiras 20 entradas, 18 são referências diretas a mim. Antes do computador entrar com força total na jogada, para ser listado, você precisava, grosso modo, criar algo, destruir algo, salvar alguém ou acabar com alguém.  Agora, em contrapartida, três cliques e você virou informação. Novamente, agora todos têm direito a seus cinco minutos de fama.

Estava lendo Wikinomics, um livro que fala sobre colaboração em rede mudando negócios – e, na verdade, mais do que isso, métodos de produção em geral – e pensando muito sobre as redes sociais. Flickr, Wikipedia e MySpace são sintomáticos. Um dos autores é Don Tapscott, que também escreveu Geração Digital, outro livro que está aqui sentado esperando pra ser lido.

Em redes sociais, falamos de regimes de visibilidade. Um trecho do Wikinomics que eu achei muito bem colocado foi justamente um que fala sobre o MySpace. O fato da diminuição da idade mínima para 14 anos fazer o número de cadastros subirem como um foguete não foi casual – foi do mundo. Hoje em dia, a escola é desestimulante para adolescentes, os shoppings e locais públicos os acham barulhentos e inconvenientes, ainda são novos demais para a vida noturna e reunir-se em parques e similares é muito perigoso. Usam, então, o digital como ferramenta de expressão – criam uma privacidade além-quatro paredes do quarto com o auxílio de um computador. Pessoas reclusas contam com mais de 1000 amigos, embora, como é de se esperar, pouco se saiba do outro além do screenname. O digital dá uma certa liberdade a pessoas que, de outra forma, seriam completamente sufocadas.

Mas já toquei o que parece ser o lado positivo da questão. A questão oposta, que não é a de busca por popularidade (mesmo porque essa acontece sempre, em todas mídias), a verdadeira fobia de ser reconhecido, é o lado sombrio da rede.

Durante muito tempo, a web permitiu anonimato. A grande vantagem era que, salvo os hackers, você podia adotar um apelido numa sala de bate-papo e permanecer para todo tempo um ilustre desconhecido. Coberto por camadas de conexão discada e IP mutante (ou que se dizia mutante…), você gozava de um véu de proteção. Com a entrada do Google e dos mais buscadores por relevância, de ferramentas de auto-promoção fáceis de usar como blogs e fotologs e dos canais de rede, fóruns e listas de discussão, entretanto, tornaram fácil mapear suas ações. Afinal de contas, você não precisa mais fazer algo catastrófico ou messiânico pra ser listado, não nesse mundo virtual.

Eu tenho usado o Orkut desde 2004. Só em 2006 é que eu fui me dar conta das pequenas neuroses que ele engendra. Acompanhemos o raciocínio – por volta de abril ou maio o Orkut lança uma nova funcionalidade, que permite que você veja quem visitou você. Você pode até desligá-la, mas então não verá quem te visitou. As pessoas, então, param de visitar perfis alheios por medo de aparecerem na listagem ou desligam a funcionalidade. Algumas, entretanto, não desligam a funcionalidade e criam perfis falsos, declaradamente irreais ou cuidadosos alter-egos – o que nos remete à vontade de anonimato que tínhamos satisfeito poucos anos atrás.

Ano passado, entretanto, o Orkut se superou. Criou permissões de acesso a fotos e recados que mais parecem estratégia de marketing para que assine um site de namoros. Agora, você pode fuçar recados e fotos dos incautos e permanecer nas sombras – o que, convenhamos, é a mais pura covardia. Você tem seu lugar, pode se comunicar, mas de repente ninguém pode saber de você. Perdi as contas de quantas pessoas eu vi retirando suas informações depois dos visitantes de perfis ou permissões de visualização – desse medo da vigília constante.

É possível arriscar dizer e ser bem comum ao fazê-lo – começamos a viver em uma sociedade de controle. E não é o controle exercido por uma grande mente única, seja ela Big Brother ou Google. É um controle exercido e validado porque todos se vigiam. Já imaginou que alguém pode pesquisar você num buscador? Se tiver feito um vestibular, saído em alguma notícia ou criado um artigo, você já é visível. É uma versão mais cruel e competente da vizinha que marcava todos os passos da vizinhança.

O horror da rede é o seguinte – para garantir seu espaço, você precisa se expor. Sinceramente, sou daqueles que acha que, se não estiver disposto a arcar com as conseqüências de ser visível, não tome partido nessas mudanças. É claro – achar que é um movimento consensioso e voluntário é um tanto quanto ingênuo. Mas, novamente, não é nada que não fizessem anos atrás, pessoalmente. Isso também passou por um processo de tecnologização e de profissionalização.

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Paródias

Maio 15, 2008

Realmente, é incrível como eu valorizo paródias. Desde que vi Repossuída com o Leslie Nielsen aos nove ou dez anos de idade, fiquei um tanto quanto viciado – a mais recente causa de maravilhamento foi o Uma Comédia Nada Romântica, com a Alysson Hannigan, que simplesmente espinafrou todas comédias românticas.

A vantagem – e quase necessidade – das paródias é que elas nos mostram como coisas que são sucesso de bilheteria e nós adoramos têm um lado absurdo, até mesmo ridículo. As pessoas acusam estes filmes de serem “excessivamente de humor americano”, mas eles são quase um mal necessáiro. Só a partir do momento em que conseguimos enxergar o lado verdadeiramente cômico de algo supostamente sério é que de fato nos colocamos a ver tudo que aquilo propõe.

De maneira similar, uma santa alma decidiu fazer uma paródia da campanha I´m a Mac, I´m a PC da Apple, protagonizada pelo Justin Long (que vocês podem conhecer da série Ed ou do filme Olhos Famintos). Ele, é claro, mudou um pouco o foco – transformou numa questão de I´m a Marvel, I´m a DC. O resultado é simplesmente genial e pode ser visto no YouTube.

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Tecnologia que humaniza

Maio 14, 2008

O Google conseguiu de novo. E dessa vez nem foi uma pegadinha como Google vai à Marte como no último primeiro de abril, mas o lançamento do OpenSocial. A empresa ataca dessa vez oferecendo aplicativos para utilizar em vários – e através desses vários – sites de redes sociais, de uma maneira aberta e acessível a todos. Com isso, barreiras são derrubadas.

Talvez muita gente nem faça idéia da importância de redes sociais. Sites de relacionamento temos aos montes não é de hoje – Almas Gêmeas, Match. Mas de 2004 para cá, sites como Orkut, Facebook, Tagged, MySpace, Twitter, YouTube, Sonico e afins, em que a coisa mudou de figura. E, como sempre fez o marketing, há uma apropriação deste meio para fins comerciais – de qualquer forma, chegamos à proporções assustadoras. Um funcionário do Google me informou que existem mais brasileiros cadastrados no Orkut do que morando no estado de Minas Gerais – e isso são mais pessoas do que em alguns países.

As redes sociais e outras características da sociedade de informação assim garantem o direito aos dez minutos de fama. Mais do que isso, são sintomáticas de uma necessidade de uma profundidade que escapa ao mundo cotidiano, ao melhor estilo do que foi avisado por Bauman. Podemos esquecer um pouco futuros distópicos de uma tecnologia que destrói o homem ao melhor estilo Alphaville ou Flash Gordon e abraçar a idéia de que a tecnologia veio para quebrar barreiras. Se hoje precisamos ter um computador de 2000 reais e uma conexão de banda larga para podemos entrar em redes sociais, já se pensa em como fazê-lo por meio de um celular.

A gente nem precisa ir tão longe. Tempos atrás, o Zune entrava no mercado. Um dos principais argumentos é que este seria capaz de enviar músicas à distância para outro dono de Zune, e que isso integraria as pessoas. A Apple foi rápida em sua réplica, alegando que o iPod ainda oferecia a chance de ouvir aquela música especial dividindo os fones com sua paquera – isso nos deixa pensando em flerte via Bluetooth…

Seria justo pensar que a tecnologia, argumentos de virtualidade não substituir o real à parte, vem para faezr o reencontro das pessoas em um mundo em que cada vez mais se é efêmero, substituível e casual. A tecnologia e as redes sociais agem como memória coletiva em um fluxo de informações incessante. E quando se desenvolve alguma funcionalidade que tenta ser transerval a diversas linguagens e locais – como o OpenSocial – é bom abrir os olhos.

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Rufus Wainwright

Maio 11, 2008

Foi sofrido comprar um ingresso para assistir a Rufus Wainwright. Ainda mais na platéia VIP. E depois de um mês de espera, finalmente chegou a noite de nove de maio em que ele se apresentaria no Via Funchal – a ansiedade pela mesma acentuada quando foi anunciado que sua irmã, Martha Wainwright, dividiria com ele o palco para divulgar seu novo disco, com o genial nome I Know You´re Married But Ive Got Feelings Too.

A idéia de um solo show pode parecer meio tediosa. Afinal, vai ser o cara com microfone, violão e piano, e é isso. Muitos dos arranjos das músicas do Rufus são de grande complexidade ao ouvido leigo – a crítica até já disse, dada vez, que o Rufus tem um estilo próprio entitulado popera – e imaginar-se-ia que muita coisa se perderia e seriam minutos arrastados de performance.

Ledo engano. Com aquela voz, e com um carisma pra contornar as situações desagradáveis, Rufus foi um entertainer de marca maior pra uma Via Funchal lotada. Além dos chites em palco e o patente bom humor, o músico fez jus ao título singer-songwriter e fora cumprir a tabela com Not ready to Love, Hallelujah, Going to a Town e Poses, fez clássicas brincadeiras com Judy Garland e estreou a Who Are You New York.

Sem dúvida, o melhor show da minha vida.

Aos poucos, vou colocando mais vídeos do show no meu Canal do YouTube.

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Luz, câmera, ação!

Maio 11, 2008

Batido o título, não? Ainda assim, bem adequado – Scene It é um jogo pra X-Box 360 que utiliza até quatro controles especiais. É, na verdade uma competição de trivia e conhecimento comum sobre cinema. Citações, cenas, personagens – combinando fotos, texto e cenas completas de vídeos. Se você se descuidar, se imagina numa verdadeira gincana, sentado numa sala e competindo com mais três amigos – e ninguém disse que você não pode jogar de duplas, ou em equipes. Tudo é válido em nome da competição.

Scene It é uma daquelas coisas com altíssimo fun factor, mas que se tornam impossíveis para quem não entende bem inglês. De qualquer forma, repensa o formato mais tradicional de videogames e por isso, de certa formas, lembra mais quando nos sentávamos ao redor de uma mesa para jogar Master – uma tradição digital provavelmente iniciada em Mario Party do Nintendo 64, e que atualmente chega a sua oitava versão para Nintendo Wii.

Quem disse que o videogame matara as family nights mesmo?

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Quando a taxonomia falhou

Maio 9, 2008

E o projeto genoma provou – o ornitorrinco, um dos muitos animais estranhos que a Austrália nos dá de conforto, é mamífero, réptil e ave.

Fora o fato de que isso só serve pra aumentar meu gosto pelo estranho animal, é um forte sinal de que às vezes mesmo uma taxonomia bem pensada falha. Com essa descoberta, o projeto genoma gerou uma dúvida sobre um sistema de classificação supostamente infalível e bem pensado que tem vigorado por mais que décadas. As divisões do reino animal foram ameaçadas por um animal com pêlos, bico de pato, rabo de castor e veneno.

Ainda mais quando ainda continuamos descobrindo novos animais e variações de animais existentes, temos que pensar os sistemas de classificação científicos como coisas mais orgânicas. E pensar que a ciência é, em si, uma geometrização do mundo – um conjunto de regras puras criadas por humanos para compreender e categorizar uma experiência que existe muito bem sem a sua investigação.

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Heroes

Maio 9, 2008

O elenco de Heroes, série da NBC.Dois anos atrasado, mas ainda assim com certa propriedade, comecei a assistir a Heroes, série da emissora norte-americana NBC. É seguro dizer que não fiquei nem sem palavras, como muitos, e nem profundamente decepcionado. Acho que finalmente entendi o significado recente do uso simplório de “justo”.

A história poderia ser resumida assim – nos últimos anos, tem aparecido cada vez mais pessoas com habilidades especiais. São pessoas que representam características genéticas únicas, que as colocam como próximo passo na evolução. Com um eclipse solar, entretanto, mais e mais pessoas começam a manifestar seus poderes e vir à luz.

A história se desenrola em múltiplos locais. Nova Iorque, Chennai, Odessa, Las Vegas e Los Angeles se conectam por meio de viagens dos protagonistas. Os irmãos Petrelli se encontram com outros especiais na sua cidade natal e o caçula, Peter, viaja ao Texas. Nikki transita entre Nevada e California, e Matt vai até o Texas – também – em busca de respostas. Estudiosos abandonam a vida acadêmica na Índia para procurar soluções para suas dúvidas nos EUA com uma simplicidade banal, muito similar a de filhos de grandes empresários que abrem mão dos empregos para abordar sua missão. E tudo – indiferentemente – é uma questão de destino. O que se tem a fazer na vida.

O trunfo de Heroes, sem dúvida, é usar um pouco da linguagem dos quadrinhos. Também em HQs somos abordados por viagens instantâneas, histórias que se desenrolam com a permissão de, a qualquer momento, permitir que a narrativa ande para frente e para trás para explicar e avançar. Uma coisa meio Umberto Eco analisando as HQs da década de 40 e prevendo essa linguagem de temporalidade difusa.

Não vim dizer que Heroes é ruim. Afinal de contas, conta com um elenco relativamente famoso – você já conhecia algum deles de algum lugar, de Gilmore Girls a Dama na Água. E com a mão do Bryan Fuller, criador das queridíssimas Wonderfalls, Dead Like Me e Pushing Daisies, não havia como ser uma falha completa. Talvez seja uma das séries mais intrigantes dos últimos tempos, daquelas que não apela para sentimentalismos e romances como plano principal.

Mas é difícil se deixar arrebatar por Heroes com anos de quadrinhos nas costas. Não ao menos sem ser pela pura nostalgia. Porque, como o Hiro mesmo disse, ele só sabe de viagens do tempo porque ele leu isso em X-Men, quando a Kitty Pryde fez isso.